domingo, 3 de agosto de 2008

Contação de Histórias na Praça Getúlio Vargas - 02/08/08 - Botando a palavra pra andar!!!

Eu e o Cláudio, meu amor-artista-fotógrafo, chegamos à praça e estranhamos a fonte estar desligada. Parecia que a praça dormia, sei lá...era diferente. Daí ele foi comprar pilha pra botar na máquina e, quando eu sentei no banco foi como se acionasse um botãozinho...e a fonte começou a jorrar água! Foi mágico!!! Pra não dizer que eu minto, o Cláudio - que também acompanhava a fonte com o olhar - viu tudinho...

A manhã estava nublada, com cara que o calor seco dos últimos tempos iria embora...aí vem chuva...

Convidei algumas pessoas pra escutar história...


A Maria bem que tentou, mas o filho dela estava bem mais a fim de correr pela praça...

Quando eu convidei o Diego, o rapaz de camiseta vermelha, ele me olhou com olhos de quem diz assim: _Ei, eu não sou mais criança, viu? Cê não vai me contar a história do Chapeuzinho Vermelho...vai?

Vi duas garotas conversando e fui convidá-las...uma delas era a Raquel, que tinha levado a amiga pra conhecer o trabalho...fiquei bem feliz!!!

O moço de grande bigode chegou devagarinho...ficou.

Seu Genaro apareceu, como sempre. Ficou bravo com o filho da Maria, porque disse que ele não ficava quieto pra escutar as histórias. Eu acalmei o coração do Seu Genaro...deixa o menino correr, Seu Genaro...ele nunca sai de casa, olha o tamanhão dessa praça. Daí ele se tranquilizou; disse que também se preocupava porque o menino podia ir pro meio da rua...

A Maria lutava contra a correria do seu filho...ela adora escutar histórias...foi criada assim, no meio delas...Dá pra perceber Maria...seu coração ficou lá, o tempo todo...

Quando eu me despedia, o moço do grande bigode me contou que de segunda à sábado tem um senhor que conta histórias na rádio globo, às 13h. Brigada pela indicação! Ah, sim! Esse moço gosta de fazer vozes de personagens...foi muito bacana!

Mais uma manhã de sábado, mais uma alegria pra minha vida!!!

Inté.

domingo, 20 de julho de 2008

OFICINA DE MARIAS

Encontros com mulheres, com o objetivo de identificar e alimentar a sabedoria feminina e sua memória afetiva.

Os temas propostos fazem parte do universo feminino e serão desenvolvidos por meio de histórias contadas, música, imagens e expressões; a Arte propiciando a troca de experiência e saberes.

Seguiremos os ciclos da natureza, que estão presentes em cada mulher.

Início: 07/08/08 - das 19h às 21h
(a partir desta data, toda quinta-feira, no mesmo horário)

Local: Casa dos Cordeis
Av. Torres Tibagy, 90 - Gopouva - Guarulhos - SP (próximo ao SAAE)

Inscrições: deborakikuti@gmail.com ou (11) 72358575

terça-feira, 15 de julho de 2008

Pedra de responsa!

a dita cuja!

A gente tem costume de guardar coisas. Às vezes é bom, como recordação, por puro capricho...Mas tem hora que é melhor desapegar.

Foi o que aconteceu comigo...

Sentia que estava em um momento de transformação, mudança de ciclo - sei lá que nome se dá.

Vai daí que meu corpo assimilou tudo isso e cristalizou pequeninas pedras em meus rins - e eu não sabia - às vezes a gente não conversa com o nosso corpo, né?

Até que iniciou-se um doloroso movimento dentro do corpo; aquele mesmo, próprio às transformações tão necessárias!

A pedra, medindo apenas 6mm (foto), conseguiu me arriar, comprimindo meu corpo, sobre si mesmo. Levou tempo até o diagnóstico: cálculo renal. Vi as benditas na ultrassonografia; elas estavam imóveis, como se olhassem pra mim, dizendo:

_É! Tá na hora de expurgar!!!

Vixe, que virou uma chavinha em mim! Meu corpo já se acostumou a falar comigo. E agora que eu não o escutava, foi preciso uma atitude mais drástica...ele recolheu o que não prestava mais pra mim, o que não tinha mais interesse e cristalizou.

Na verdade, esperava que eu fizesse algo à respeito.

Como eu não dei jeito, deu ele o seu: expulsava o resultado daquele processo, que não poderia deixar de ser doloroso. Assim, eu prestaria atenção.

Ele conseguiu, o meu corpo.

Parei, senti, meditei, chorei, pedi auxílio, encolhi, deixei que me ajudassem, compreendi, transformei, agradeci.

Descanso agora, em meu resguardo, e tenho certeza:

Não é cálculo, que eu não sou exata...é pedra, pedra de responsa!!!


POR CONTA DISSO, NÃO PARTICIPAREI DO ENCONTRO NACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS EM STA BÁRBARA D'OESTE NEM ESTAREI NA PRAÇA NO PRÓXIMO SÁBADO (19/07/08).
NA OUTRA SEMANA ESTAREI LÁ. INTÉ.


segunda-feira, 14 de julho de 2008

CASA DOS CORDEIS - "Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! Hoje tem goiabada? Tem sim senhor! E o palhaço, o que é? É ladrão de mulher!"




CIA BRANCALEONE DE TEAT(R)O em

PUPURRI *

*para o público morrer de rir

NESTE DOMINGO 20/7

às 11H

ESPETÁCULO MUNDIALMENTE FAMOSO!

NÃO PERCA:

FANTÁSTICOS NÚMEROS DE MÁGICA



GRANDE MALABARISTA MOSTRA SUAS HABILIDADES


O INCRÍVEL TELEPATA ESPANO-PARAGUAIO


E MUITA PALHAÇADA PRA VOCÊ SE DIVERTIR!!


TRAGA AMIGOS, PARENTES, NAMORADO, VIZINHO... MAS SEM ESSA DE PAPAGAIO, POIS SOMOS CONTRA CIRCO COM ANIMAIS!

APROVEITA MOLECADA:

DESSA VEZ NÃO PAGA NADA!!

... E COM ACOMPANHANTE TEM DESCONTO!!!!

Dia 20/7 às 11h na CASA DOS CORDÉIS

AV. TORRES TIBAGY, 90 – GOPOÚVA (próximo ao SAAE)

REALIZAÇÃO: Cia BRANCALEONE de TEAT(R)O

APOIO CULTURAL: Sinpro Guarulhos
Acesse:

http://ciabrancaleone.blogspot.com

&

http://ridiculice.blogspot.com

Contato:


quinta-feira, 10 de julho de 2008

CASA DOS CORDEIS

domingo, 6 de julho de 2008

II Encontro Nacional de Contadores de Histórias - Santa Bárbara d'Oeste/SP



EU CONTAREI HISTÓRIAS NAS PRAÇAS E NOS PARQUES DE LÁ!!!!!!

http://www.santabarbara.sp.gov.br/v3/eventos/contadoresdehistorias/2008/

sábado, 5 de julho de 2008

Contação de Histórias na Praça Getúlio Vargas - 05/07/08 - Botando a palavra pra andar!!!

Hoje chegamos à praça com o Sol. Começou a esquentar e eu fiquei feliz!

Tinha muita gente passando pela praça e curtindo a fonte, bem rapidinho. É que muitas pessoas que vão à consulta médica, chegam até a praça pra mostrar a fonte pras crianças - que ficam encantadas com aquela água que sobe e desce, dando susto! Eu também fico.

De qualquer forma, consegui reunir algumas desssa pessoas e foi bem gostoso:

Seu Genaro apareceu pra escutar histórias - e pra contar também!

Tava aconchegante...

O público vai mudando, devagarinho...

A criança chegou mais perto, pra escutar melhor!

E a praça parece outra, vista de outro ângulo...

É isso...o pé-de-uva-japonesa já está todo pelado. As uvas-japonesas que estavam bem no alto, se espatifaram no chão, apodrecidas.

E a gente...bom, a gente continua lá, todos os sábados.

Apareça!

Contação de Histórias na Praça Getúlio Vargas - 28/06/08 - Botando a palavra pra andar !!!

Hoje não teve foto...o Cláudio-meu amor não pôde vir...

Mas foi assim, ó:

Chegava eu à praça, quando vi um casal com seu filho. Resolvi convidá-los pras histórias. Cheguei perto e o Gustavo (o menino) apontou pra mim e disse:

_É ela!

Daí eu perguntei:

_Quem é que eu sou?

E a Ana Maria (a mãe), ao lado do Paulo (o pai) respondeu:

_A Débora!

Fiquei confusa - talvez eles já tivessem participado e eu não me lembrava. Mas é difícil...eu costumo me lembrar de todos que vêm à praça...

Daí perguntei se eles já haviam estado conosco na praça e ela me disse que descobriu o trabalho pela internet - olha só, e eu que pensava que só os meus amigos me procuravam na rede virtual!
Ela me contou que já fez uma porção de curso de contador de histórias, que sabe todas as técnicas, mas não consegue contar! Eu quase tive um tróço!!! É esse o problema!!!!!!!!!!!!!!Os póvos e póvas deixaram esta ação tão burocrática, que as pessoas pensam que têm que se apropriar de alguma técnica especial pra contar histórias!

Eu sempre falo por aqui, que minha avó Maria nunca fez curso de contar histórias! Falei pra Ana Maria o que eu falo pra todas as pessoas que me procuram: o que precisa é sensibilizar. A gente tá falando da arte do sensível, de memória afetiva. Aqui não cabem técnicas. Cabe espontaneidade, cabe emoção, cabe vontade de buscar histórias que estão escondidas nos cantinhos de cada um de nós.

Foi uma manhã muito proveitosa. Alguns jovens que terminavam seu curso de infomática naquele dia, foram à praça e ficaram conosco.

Seu Genaro, morador do edifício em frente à praça, permaneceu por toda manhã...

Depois mais alguns adultos-crianças vieram e fizemos mais algumas histórias.

Quase meio-dia, o pessoal da Ong "Meninos e Meninas de rua" apareceram e acompanharam os dois garotos que chegaram no final de uma história e pediram mais.

Quando eu ia embora da praça, encontrei com aquele grupo de jovens que havia aparecido. Eles me pediram mais uma história.

Sabe minha gente, fiquei tão emocionada naquela manhã; me senti tão grande de alegria, que mal pude entrar pela porta do ônibus que pego pra voltar pra casa...

Foi ótimo! Foi como sempre o é, quando a gente faz o que ama e ama o que faz (como diz minha amiga Mary).

Quatro ventos e muita sabedoria!!!

terça-feira, 24 de junho de 2008

VIVA SÃO JOÃO!!!


Conta-nos Luís da Câmara Cascudo, no seu Dicionário do folclore brasileiro, que "São João, santo católico, primo de Jesus Cristo, nasceu a 24 de junho e foi degolado no castelo de Macheros, na Palestina, a 29 de agosto do ano 31". Afonso Arinos em Lendas e tradições brasileiras, refere-se que a lenda de São João remonta a um período anterior do cristianismo, "nos cultos orgíacos da Ásia e da África antigas, cuja memória, alegam eles, se conserva no próprio nome de Santa Isabel, a mãe do Precursor".

Assim surgiu a festa de São João:

Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.

Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:

- Como poderei saber do nascimento do garoto?

- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa.

Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.

Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…

E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.

Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.

Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.

A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.

No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.

Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:

- João!

Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.

Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.

Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…

Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.

(RUIZ, Corina Maria Peixoto. Didática do folclore)


Mas a maioria dos festejadores do culto de São João ignora essa lenda, pois a mais popular entre o povo é a que se refere à infância do Precursor.

São João estando deitado no colo de sua mãe que o embalava, pergunta quando é o seu dia. Santa Isabel manda que ele durma. E São João dormiu na sua noite querida, porque, se estivesse acordado desceria à terra e tão alegre ficaria que todo o mundo seria destruído pelo fogo.

Contam outros que se São João estivesse acordado durante a festa que lhe é tão ruidosamente dedicada, e vendo o clarão das fogueiras acesas em seu louvor, não resistiria o desejo de descer do céu para acompanhar os festejos, e o mundo acabaria pelo fogo.

As cantigas oriundas das lendas de São João têm um encanto e um fascínio comovedor:

Se São João soubesse
Quando era o seu dia
Descia do céu à terra
Com prazer e alegria


Minha mãe quando é meu dia?
– Meu filho, já se passou!
– Numa festa tão bonita
Minha mãe não me acordou?


Acorda João!
Acorda João!
João está dormindo
Não acorda, não!

(EDISIA, Maria. O São João e suas lendas. In São João na Bahia)

Visitem: http://www.jangadabrasil.com.br/

Contação de Histórias na Praça Getúlio Vargas - 21/06/08 - Botando a palavra pra andar, no 1º DIA DO INVERNO!!!

Hoje, quando eu e o Cláudio (meu amor) chegamos, a praça estava assim, ó:

É que o vento tava tão forte, que levava as pessoas, que passavam voando por lá...

Até as pombas que comiam uva-japonesa, avoaram pra longe...

Daí eu fiquei com vontade de comer uva-japonesa, que nem as pombinhas...

Tava quase desistindo, quando a cavalaria chegou!!!

O Valmir trouxe a Jô, sua companheira, e o Fernando, seu filho. O Seu Carlos trouxe o Felipe, seu filho e depois a mãe chegou com a outra filha. A Tati, do povo do teatro, e a Eulália, que está no caminho da contação, também participaram.

Eu percebi que o mesmo vento que sopra pessoas pra longe, também sopra outras pra perto!

Foi muito gostoso ver a cara de espanto do Fernando, com a história de encantamento e de ter o Felipe fazendo as vozes dos personagens comigo.

O Seu Carlos trouxe a resposta imediata a minha pergunta:

_Adivinha quem faltava?

_ O amarelo!

Esse primeiro dia de inverno, trouxe com seu vento pessoas muito bacanas pra praça e levou com ele meus céus de outono...MARAVILHOSOS!!! Logo que saímos da praça desabou a chover e o céu ficou cinza.

Bom, tem jeito não...o frio chegou e trouxe a amiga chuva...tomara que no sábado que vem eles nos dêem uma trégua!

Inté.