terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Contação no niver da Nina

Minha gente,

Essa baita correria que te pega todo fim de ano é fogo...esqueci de comentar por aqui sobre a contação lá na festa de aniversário da Nina, minha queridíssima menina, filha dos amigos Rosi e Caio, irmã da também queridíssima Bia (Bia Pórvinha, depois eu conto porque...que ela não me ouça, causo que ela fica brava quando eu a chamo assim...).
Os póvos e póvas estavam todos reunidos, celebrando o aniversário. Chamamos pra sala e contei-lhes histórias...teve uma senhora que me perguntou se eu iria contar histórias de crianças. Daí eu disse pra ela ouvir, depois a gente conversava...criança mesmo, tinha pouca.
Ela gostou, todos gostararam e eu, mais ainda...como diz minha amiga Rosário: eu amo o que faço e faço o que amo!
É assim, ó: as histórias nos escolhem, sempre!



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

VIVA O DIA DO PALHAÇO!!!


Quando eu era pequena, foi um circo lá em Artur Alvim. Lembro que a gente se arrumava bem, pra ir à matinê. Esse mundo fantástico fez minha infância ficar ainda mais maravilhosa...e o palhaço? Ai, o palhaço...esse ser que veio de outro planeta, e que me fez rir até umas horas, quando dói a barriga e a gente tem certeza que vai fazer xixi nas calças...

É... fazer rir a gente faz, mas saber fazer rir...ah!...isso é pra poucos...isso é pra palhaço!

Segue um texto bem bacana que recebi no meu correito eletrônico:


VIDA DE PALHAÇO

Imagine...

Um dia num Circo.

Num circulo.

Imagine na lona, no picadeiro brilha.

Atrás das cortinas poucos reconhecem teu valor.

Imagine...

Trabalha, dedica-se incansavelmente

Insiste, busca Ser, sem valorizar o Ter.

Imagine...

Equilibrando- se num fio de esperança

Circulando sem saber pra aonde ir

Voa sem ter aonde pousar

Sorrindo sem motivo de sorrir

Brilha sem ter quem ofuscar.

Imagine iludir a si mesmo, Sem segredo

Sem pintura, sem fantasia sem cores. Vida gris.

Só imagine, porque viver a vida de palhaço e muito digna pra ser real.

Depois volte para a sua realidade e viva a vida em plenitude.

Saia do sonho que tanto me fantasia.

Busquei, procurei outras vidas, mas vivo na fantasia.

Descobri que tenho medo da realidade das pessoas

Que tanto me ofendem e me descriminam.

Usa-me como símbolo de ridículo nas passeatas de protestos dos profissionais intelectuais

Sou pessoa, sou humano, sou palhaço sim senhor.

Palhaço Zé Badalo (Ruy Rayol)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ontem fui contar histórias pro povo do Circo Escola Seródio, aqui em Guarulhos. Fiquei encantada com aquelas crianças...elas bebem histórias, sabe? Tem um silêncio que não é feito fora delas, mas dentro, bem dentro... elas recebem a história, esparramando-se no chão, bem gostoso.

O lugar é bonito, com um bando de árvores (coisa rara por aqui) e crianças que só estão lá, participando das atividades, porque querem...delícia!

Brigada Márcia Dangelo, pelo convite, brigada povo do Circo Escola Seródio, pela recepção.
Quatro ventos e muita sabedoria!!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

4ª Festa do Saci & Seus Amigos - 2007 - Guarulhos/SP



Oficina de estêncil graffiti e o mural com o resultado do trabalho... ficou muito bom!!!
Veio Saci de tudo quanto foi lugar...uma farra...a galera da oficina mandou muito bem, junto com o Donato(meu amor), que coordenou a oficina.

Roda de histórias...teve do Saci, da Cobra Grande, do Boitatá...no final a gente toda foi abençoada com canções: uma que contava a história de uma avó que faz o bolinho mais gostoso de Goiás, e outra que cantava o Saci.
Valeu Ponto de Cultura Estação Vila Augusta (Solange, Eder, Fátima, a Moça-que-estourou-pipoca)!Valeu Preto!Valeu MaryAnn! Valeu Thabata!Valeu Ricardo!Valeu Alex! Valeu Cassio! Valeu Sérgio! Valeu Antonio! Valeu Valquíria! Valeu Cristiano (pena que cê não ficou pra roda...)Valeu Moreno (por esperar sua mãe...)!
Muito agradecida, sempre por vocês acreditarem comigo nesta possibilidade de reencantar o mundo!

SACI nas ruas de Guarulhos!!!

O meu amor, Cláudio Donato, artista de rua que também trabalha pelo reencantamento do mundo, graffitou esse Saci bacana pelos muros de Guarulhos, pra divulgar o Dia do Saci, a Festa...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

4ª Festa do SACI
31 DE OUTUBRO - DIA DO SACI
“Por que “raloins”, duendes e gnomos? Nós, brasileiros, temos nossos próprios mitos, que não ficam nada a dever a esses importados, comerciais, que são usados para anestesiar a auto-estima do nosso povo. Respeitamos os mitos dos outros, mas não queremos que eles sejam usados pela indústria cultural como predadores dos nossos. Cada vez mais, muitos brasileiros começam a compreender isso.
O Saci, a Iara, o Boitatá, o Curupira, o Mapinguari e muitos outros brasileiros legítimos estão aí para serem festejados, sem espírito comercial, como nossos legítimos representantes no mundo do imaginário popular e infantil.
Viva essa turma boa!”
Trecho retirado do sítio da SOSACI
http://www.sosaci.org
ilustração: Donato

domingo, 14 de outubro de 2007

Lobisomem

Uma das meninas que participa do projeto no qual eu trabalho como Arte-educadora, a Elaine, contou-me a história de sua vida: ela só está aqui porque a vida da sua bisavó foi salva do lobisomen!!
Diz que foi numa noite de lua cheia; estavam, sua tataravó e seu tataravô, na casa simples em que moravam. Como não tinham porta, improvisaram com uns balaios. Nesta noite, o homem dormia profundamente, enquanto a mulher observava a noite pelas frestas dos balaios...o cestinho no qual sua bisavó dormia, ficava ao lado da cama do casal.
De repente, ela ouviu um uivo...ao mesmo tempo pôde ver uma sombra que tapava a luz da lua...tentou acordar o marido, sem sucesso...
Ouviu-se um barulhão e a porta de balaios veio abaixo...uma pata de monstro, bem grande entrou na casa. Na intenção de roubar o cesto aonde dormia a criança, o monstro esticava a pata o quanto podia. A mulher deu um pulo e puxava o cestinho, sem muita força física, porém com uma força sobrenatural, própria de mãe que cuida de sua cria. Nesse meio tempo, o homem acordou e ajudou-a a puxar o cestinho, fazendo força contra a fera. Lá fora, o Lulu, cachorrinho de estimação da família, lutava contra o bichão e podia-se ouvir seus gritinhos ao ser ferido. Lutou bravamente, o pobre!
Foi nessa hora que o homem lembrou-se da frase que poderia acabar com a maldição:
_Amanhã você vem buscar sal!
No mesmo instante o monstrengo largou de fazer força pra pegar o cestinho e foi-se...
Ficaram os dois assim, assustados, sem acreditar que estavam vivos com sua filhinha.
Quando o dia nasceu, o homem saiu para trabalhar e deu de cara com um sujeito enorme, bem perto de uma ponte. Seguiu pela direita e o tal o cercou. Tentou a esquerda e lá estava o dito cujo, impedindo sua passagem. O homem então, lembrou-se da noite anterior: esse era o homem que vivia sob o julgo da maldição! Olhou bem em seus olhos e disse:
_Num disse procê buscar sal lá em casa? Pode ir que tá lá, te esperando.
O homem foi, pegou o sal e sumiu...
Nunca mais se ouviu falar de aparição de lobisomem por aquelas bandas...
Valha-me Arcanjo Miguel! E a bisavó da Regiane ficou viva e teve como filha sua avó, que teve como filha sua mãe, que teve como filha a Regiane, que gosta de contar histórias, assim como eu!!!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Minhas lembranças têm bem mais do que 40 anos!

Dia 23 de setembro eu fiz 40 anos por aqui...dia bonito pra se fazer aniversário, não é mesmo? Sempre gostei de flores; elas me emocionam...

Minha mãe me conta da época difícil de quando ela estava grávida, me aguardando. O dinheiro era muito curto. Daí um dia, quando ela ia pra feira – na hora da xêpa, claro! -, parou pra conversar com a Dona Maria Gorda, sua vizinha; que deixou uns bifes de fígado fritando, enquanto conversava com minha mãe. O cheiro do bife fritando entrou bem nas narinas da grávida mulher, chegando na casa de sua vontade...a boca da coitada encheu de água! A vizinha perguntou se ela estava servida, mas minha mãe, envergonhada, não aceitou e agradeceu. Foi embora com aquela vontade que mata, aquela que só conhece quem já sentiu, a de grávida! Êita vontade louca e inexplicável, esta!!! Meu pai até tirou um vale quando pôde pra comprar ¼ de bife de fígado, mas não deu, ela já tinha passado...

Vai daí que, quando eu nasci, minha mãe foi logo procurar alguma marca em meu corpo. E lá estava! Na parte de baixo do braço direito, como uma chupada bem dada, uma mancha que imitava um pintinho na forma, com uma cor danada de bife de fígado!!! Tá aqui até hoje, já não tão pintinho assim...mas da cor do bife de fígado.

A ironia é que não gosto de comer carnes, não suporto bífe de fígado e tenho anemia!

Agora, essa história de vontade é muito séria!

Eu já tive as minhas e, qualquer hora dessas eu as conto procês.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Bebê passarinho

Não queria ser eu pra falar sobre isso, enfim...minha gente, não serei mais titia - POR ENQUANTO.
O bebê foi embora, neste fim de semana. Ficamos muito tristes...Conversando com meu irmão, pensamos sobre o tanto de amor que esse serzinho recebeu, no curto espaço de tempo que esteve conosco. Nós, que acreditamos no invisível, temos a certeza de que fomos, todos, beneficiados com sua curta estadia.
Lembrei: morávamos - eu o Cláudio e a Maíra, em uma casa boniiiita toda a vida...ela fica no bairro da Vila Augusta; com quintal grandão, horta, árvores de mixirica, limão, louro...atelier...tem um salão, de frente pra horta: local do Sarau do Juvenal, que promovíamos. Pois bem, tinha ninho de passarinho em cima das "nossas" árvores, coisa mais linda do mundo todo!!!Eu quase morria de emoção, toda vez que via os passarinhos sendo alimentados pelas mãezinhas...Acontece que na natureza, assim como tem gente, tem gato. E o bendito do gato queria comer passarinho. Pronto! Toda hora estávamos a proteger os bichinhos...mas não era possível o tempo todo...e o gato atacou. O Cláudio saía do atelier, em uma noite e viu uma coisinha assim, jogada no quintal. Foi ver o que era: um passarinho mortinho...ele fez o enterro do probrezinho; não pude participar, por tristeza. Já havia me apegado...E a vida sempre foi assim, chega e vai embora...
Penso que meu sobrinho era bebê passarinho; o gato não o pegou; ele foi voar pelo espaço, alçando novos mundos. Combustível, podem ter certeza, ele tem: um amor danado de grande, que se renova, o tempo todo!!!
Bons vôos, bebê passarinho! Joga um pouco desse amor por aí, tá?
Um beijo

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Festa do Folclore

A Casa de Cultura Estação Vila Augusta, me chamou pra contar histórias do folclore brasileiro em sua Festa do Folclore, realizada no dia 04 de agosto.
Foi bem bacana, tinha muita criança e o povo da casa criou uma floresta, dentro de uma sala...ficou com atmosfera e cheiro da mata...umas luzes que só apareciam de vez em quando, e uma escuridão muito boa pra se ouvir histórias...
A gente entoou uma canção mágica, pedindo licença pra mata e seus habitantes, antes de entrarmos...
Quando as histórias foram embora, celebramos com uma ciranda, pra que a gente não esquecesse do momento vivido...penso que ficou, lá dentro da gente, uma vontade de visitar a mata, com sua escuridão e seu silêncio, de verdade, o mais rápido possível...