sábado, 23 de fevereiro de 2008

Contação na Praça Getúlio Vargas 23/02/08 - Bote sua palavra pra andar!

Hoje o meu amor foi comigo pra Praça...foi uma alegria!!! Ele não aparece nas fotos porque foi quem as tirou!!!

Até que não tinha tanta gente, mas eu encontrei com o Guilherme - que engraxa sapatos. Ele disse pra gente que vai mudar de ramo: tá economizando pra comprar uma caixa de balas.
"_Vender bala dá mais dinheiro que engraxar sapato!"

O Marcheti, amigo nosso que é do povo do teatro, apareceu e levou o pessoal da Casa de Cultura Sarabanda. O Reginaldo tava passando...e ficou.

Teve gente que chegou devagarinho...teve gente que fingia que não via nem ouvia...mas ficava...

Teve gente que encostou no ombro da amiga e curtiu...

Teve gente que o passarinho fez cocô em cima e teve um tróço!!!!!Quase que eu tenho que parar de contar histórias pra acudir!!!

Uma graça de menina, balançava a botinha cor-de-rosa e sorria, bem bonito...a mãe tava preocupada com o marido, que chegou depois e ficou.

Um moço chegou no meio da história, e ficou por ali, brincando com a filha. Quando ele teve que ir embora, fez um gesto de reverência...e foi.

Os póvos e póvas da Sarabanda contaram história também: a equilibrista que fazia suas peripécias enquanto o público torcia pra ela cair...ela deixou cair pétalas de rosa e eles gostaram...aplaudiram...

A história do cabelereiro (dizem que têm muitas delas!) a gente tava louco pra saber o que aconteceria no final!

Os coquinhos das árvores caíam em nossas cabeças, já descascados pelos passarinhos. Nos faziam despertar... que susto!

Contação no Circo Escola Seródio

Na quarta-feira estive no Circo Escola Seródio pra contar histórias...

...adoro a entrega das meninas e dos meninos de lá. Eles largam-se ao chão, bem gostoso, e ficam me olhando com olhos curiosos...

Gostam das canções e ficam aconchegados...as/os educadoras/es permancem conosco, de corações abertos...é sempre uma delícia visitá-los, viu gente?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Rede da memória

Minha amiga Mary Flower, a Maria do Rosário, puxou uma rede da memória muito gostosa...ela mandou uma mensagem com a letra de uma música bem bacana pra um amigo dela - que é um cantor dos bons! - e ecoou de tal maneira nele, tocou tão gostoso, que ele lembrou de sua infância e de tudo que tinha nela, os cheiros, as cores, os nomes...vai daí que ela enviou essa conversa pra outra pessoa, e pra mim, e pra outra, e pra outra...e nós nos embrenhamos nesta rede gostosa, emocionando-nos a cada puxada...

Minha memória foi junto com os primos quando catávamos içá - uma formiga com a bunda bem grande - pra comê-las...eu disse pra Mary que o mais legal não era comer içá - que segundo minha amiga tinha gosto de fósforo queimado; eu nunca comi fósforo queimado...não sei se é verdade - o bom mesmo era catar içá...uma festa, uma correria louca e maravilhosa que aumentava o calor que já fazia!

Minha memória foi pro mês de junho, festa dos três santos, fazíamos muitas bandeirinhas coloridas pra enfeitar tudo...tinha fogueira, pipoca e quentão...um céu bem lindo e uma música que ficava repetindo toda hora..."_ Pula a fogueira Iaiá..."

Minha memória passeou muito...outro dia, o Mario - que trabalha como Arte-educador comigo no POJ - perguntou-me qual foi a carta que eu mais gostei de receber. Parei um pouco e sorri...quando eu era pequena, lia muita história em quadrinhos. Gostava mais da Turma da Mônica por conta da sessão de correspondência. Eu mandei uma cartinha pra uma menina de Fortaleza...ela dizia que morava na praia...fiquei enlouquecida...já pensou alguém morar em frente ao mar??? Pois é, escrevi pedindo um pouquinho de areia da praia dela...e ela me mandou...EU QUASE MORRI, DE TANTA FELICIDADE!!!! Em agradecimento, eu mandei pra ela umas flores, a Maria-sem-vergonha, que eu adorava e que tinha umas pétalas ótimas pra brincar de fazer unhas postiças...era só passar saliva que elas colavam e deixavam nossas unhas grandes e coloridas...ela adorou!!!!! Nos correspondemos durante um tempo, depois a gente mudou e não nos falamos mais.

Pois é, a gente muda...o que não muda é essa força que a palavra tem, capaz de tecer essa rede, como a que a Mary puxou...

E por falar em palavra...sabadão eu estarei na Praça Getúlio Vargas, como sempre...só que o horário mudou: chegarei por volta das 10h, certo?

Apareçam póvos e póvas!!! E levem sua palavra.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Bote sua palavra pra andar!

Ontem foi sábado. Sol inclemente...às 11h fui à Praça Getúlio Vargas, como faço todos os sábados, pra contar histórias... Encontrei o Cícero, o menino que trabalha como engraxate, com um sorriso bem largo no rosto. Ele me contou que seus amigos tiveram que ir embora mais cedo por conta de que o guarda os pegou nadando na piscina da fonte... _Ai, mas tava tão quente, Seu guarda... Teve jeito não...tiveram que terminar o serviço mais cedo... Bom, pouca gente resolveu passear na praça neste sábado...conheci o Eduardo e a Érika, dois irmãos que estavam com o pai. Eles esperavam pela mãe, que passava com o médico em um consultório em frente à praça... Tinha era muito casal de namorado, namorando...eles não queriam esse negócio de ouvir histórias não...eles queriam continuar o que faziam...que bom! Namorar faz bem pra saúde, sabia? Teve casamento lá no cartório, que fica pertinho da praça, e os póvos e póvas foram tirar retrato lá na fonte. Preciso explicar, pra quem não é de Guarulhos, que na Praça Getúlio Vargas tem uma fonte bem bonita, que forma uma piscina. De noite fica iluminada e mais linda ainda! Entenderam por que é que os meninos querem nadar? Haja força de vontade pra resistir à tentação de dar uma nadadinha na piscina da fonte, com aquele Sol inclemente que eu anuncei lá em cima, sabe? Afora que a água que cai da fonte, fica lúdica pra caramba! Dá vontade de brincar ...colocar a mão em cima pra ela empurrar, com força, fazendo pressão... Contei bastante histórias, as crianças riram muito e suas risadas me encheram de alegria!!! O moço-sorveteiro que sempre vem ouvir um pouquinho, passou rapidinho...muito sorvete pra vender, com esse calor todo... Os adultos que passavam, deixavam as orelhas pra trás...quem sabe dava pra ouvir, sem ter que parar...a pressa do tempo que a gente faz... Domingão, dia da preguiça. Sol inclemente...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Contação na Praça 02/02/08

Hoje foi muito bacana lá na Praça Getúlio Vargas. Pra quem não conhece, é a praça central aqui de Guarulhos. O povo da Cia. É-Voraz de Artes Cênicas ensaia lá agora, de quinze em quinze dias, pela manhã. Os meninos tão mandando ver, vale falar! Eu sempre fui à praça de tardezinha mas no verão isso é impossível porque a chuva me pega...então agora vou pela manhã, por volta das 11h.

Consegui pela primeira vez reunir todos os engraxates, espontaneamente, pra ouvir histórias...foi uma delícia!!!

Aconteceu dessa maneira: eu vi um dos meninos engraxando os sapatos de um moço que estava acompanhado de sua companheira e de sua filha. Cheguei como quem não quer nada, cantarolei uma canção e comecei a contar uma história...os outros meninos foram se aproximando e por ali ficaram até a história acabar...os sapatos do moço ficaram um brilho só, porque o menino ficou esticando o brilho pra poder escutar a história também (assim ele não ficava mal por estar matando o tempo do trabalho, sabe?).

Depois, como tava muito quente, eles tiraram suas camisetas e jogaram-se na fonte da praça, nadando na piscina que ela forma. Foi uma farra!

Durante todo o tempo que estive ali (+ ou - até umas 13h30) eles chegavam mais perto, vez ou outra, pra escutar as histórias que eu contava pras outras pessoas que apareceram.

Dessas, duas meninas com a idade de minha filha Maíra, que tem dezessete anos, ficaram um tempão e ouviram várias histórias...apareceu um homem com seu filho e os dois riam muito...eles eram alegres...a Dona Maria, que tem 69 anos também apareceu; eu a conheci hoje mas a gente se tratou como quem se conhece há muito...ela topou contar histórias também e foi muito emocionante: não só contou histórias como também recitou versinhos que lembrou de sua infância e cantou umas canções de roda...disse que aparece sábado que vem...eu torço pra que isso aconteça...

Um outro homem que chegou no meio de uma história ficou e permaneceu pra outra...ele me disse uma coisa muito bacana: disse que ele estava se sentindo mal e, quando me ouviu, foi chegando perto pra ouvir melhor...segundo ele, cada vez que ele ouvia mais um pouquinho da história, mais ele melhorava... me emocionou por demais e fez com que eu ficasse mais agradecida ainda, ao Universo, por ser esse meu ofício.

Brigada gente!!! Inté sábado que vem!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL e ANO NOVO MARAVILHOSO!!!

Gosto de pensar no Natal com cheiro de fruta fresquinha, manjericão e alecrim...gosto dos brilhos que refletem o que as pessoas têm por dentro e nem se lembram...gosto da paz que emana, quando a atmosfera fica mais leve e a gente mentaliza coisas bacanas pro universo...

Desejo que esse “pacote de coisa boa” chegue até você agora, como um presente, preenchendo sua alma, com boas vibrações!

Que possamos manter esse presente em nossos corações, para um Ano Novo MARAVILHOSO, cheinho de alegrias, bons pensamentos e ações!

Quatro ventos e muita sabedoria!!!

Débora Kikuti

sábado, 22 de dezembro de 2007

BOTANDO A PALAVRA PRA ANDAR

Contação na Praça Getúlio Vargas - Guarulhos/SP.
Sabadão...tarde gostosa e quente...praça fresquinha e aconchegante...gente passando, ficando, passando...bem perto da fonte...alimento pra alma!!!





terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Contação no niver da Nina

Minha gente,

Essa baita correria que te pega todo fim de ano é fogo...esqueci de comentar por aqui sobre a contação lá na festa de aniversário da Nina, minha queridíssima menina, filha dos amigos Rosi e Caio, irmã da também queridíssima Bia (Bia Pórvinha, depois eu conto porque...que ela não me ouça, causo que ela fica brava quando eu a chamo assim...).
Os póvos e póvas estavam todos reunidos, celebrando o aniversário. Chamamos pra sala e contei-lhes histórias...teve uma senhora que me perguntou se eu iria contar histórias de crianças. Daí eu disse pra ela ouvir, depois a gente conversava...criança mesmo, tinha pouca.
Ela gostou, todos gostararam e eu, mais ainda...como diz minha amiga Rosário: eu amo o que faço e faço o que amo!
É assim, ó: as histórias nos escolhem, sempre!



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

VIVA O DIA DO PALHAÇO!!!


Quando eu era pequena, foi um circo lá em Artur Alvim. Lembro que a gente se arrumava bem, pra ir à matinê. Esse mundo fantástico fez minha infância ficar ainda mais maravilhosa...e o palhaço? Ai, o palhaço...esse ser que veio de outro planeta, e que me fez rir até umas horas, quando dói a barriga e a gente tem certeza que vai fazer xixi nas calças...

É... fazer rir a gente faz, mas saber fazer rir...ah!...isso é pra poucos...isso é pra palhaço!

Segue um texto bem bacana que recebi no meu correito eletrônico:


VIDA DE PALHAÇO

Imagine...

Um dia num Circo.

Num circulo.

Imagine na lona, no picadeiro brilha.

Atrás das cortinas poucos reconhecem teu valor.

Imagine...

Trabalha, dedica-se incansavelmente

Insiste, busca Ser, sem valorizar o Ter.

Imagine...

Equilibrando- se num fio de esperança

Circulando sem saber pra aonde ir

Voa sem ter aonde pousar

Sorrindo sem motivo de sorrir

Brilha sem ter quem ofuscar.

Imagine iludir a si mesmo, Sem segredo

Sem pintura, sem fantasia sem cores. Vida gris.

Só imagine, porque viver a vida de palhaço e muito digna pra ser real.

Depois volte para a sua realidade e viva a vida em plenitude.

Saia do sonho que tanto me fantasia.

Busquei, procurei outras vidas, mas vivo na fantasia.

Descobri que tenho medo da realidade das pessoas

Que tanto me ofendem e me descriminam.

Usa-me como símbolo de ridículo nas passeatas de protestos dos profissionais intelectuais

Sou pessoa, sou humano, sou palhaço sim senhor.

Palhaço Zé Badalo (Ruy Rayol)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ontem fui contar histórias pro povo do Circo Escola Seródio, aqui em Guarulhos. Fiquei encantada com aquelas crianças...elas bebem histórias, sabe? Tem um silêncio que não é feito fora delas, mas dentro, bem dentro... elas recebem a história, esparramando-se no chão, bem gostoso.

O lugar é bonito, com um bando de árvores (coisa rara por aqui) e crianças que só estão lá, participando das atividades, porque querem...delícia!

Brigada Márcia Dangelo, pelo convite, brigada povo do Circo Escola Seródio, pela recepção.
Quatro ventos e muita sabedoria!!!