quinta-feira, 10 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
II Encontro Nacional de Contadores de Histórias - Santa Bárbara d'Oeste/SP
sábado, 5 de julho de 2008
Contação de Histórias na Praça Getúlio Vargas - 05/07/08 - Botando a palavra pra andar!!!
De qualquer forma, consegui reunir algumas desssa pessoas e foi bem gostoso:
Contação de Histórias na Praça Getúlio Vargas - 28/06/08 - Botando a palavra pra andar !!!
Mas foi assim, ó:
Chegava eu à praça, quando vi um casal com seu filho. Resolvi convidá-los pras histórias. Cheguei perto e o Gustavo (o menino) apontou pra mim e disse:
_É ela!
Daí eu perguntei:
_Quem é que eu sou?
E a Ana Maria (a mãe), ao lado do Paulo (o pai) respondeu:
_A Débora!
Fiquei confusa - talvez eles já tivessem participado e eu não me lembrava. Mas é difícil...eu costumo me lembrar de todos que vêm à praça...
Daí perguntei se eles já haviam estado conosco na praça e ela me disse que descobriu o trabalho pela internet - olha só, e eu que pensava que só os meus amigos me procuravam na rede virtual!
Ela me contou que já fez uma porção de curso de contador de histórias, que sabe todas as técnicas, mas não consegue contar! Eu quase tive um tróço!!! É esse o problema!!!!!!!!!!!!!!Os póvos e póvas deixaram esta ação tão burocrática, que as pessoas pensam que têm que se apropriar de alguma técnica especial pra contar histórias!
Eu sempre falo por aqui, que minha avó Maria nunca fez curso de contar histórias! Falei pra Ana Maria o que eu falo pra todas as pessoas que me procuram: o que precisa é sensibilizar. A gente tá falando da arte do sensível, de memória afetiva. Aqui não cabem técnicas. Cabe espontaneidade, cabe emoção, cabe vontade de buscar histórias que estão escondidas nos cantinhos de cada um de nós.
Foi uma manhã muito proveitosa. Alguns jovens que terminavam seu curso de infomática naquele dia, foram à praça e ficaram conosco.
Seu Genaro, morador do edifício em frente à praça, permaneceu por toda manhã...
Depois mais alguns adultos-crianças vieram e fizemos mais algumas histórias.
Quase meio-dia, o pessoal da Ong "Meninos e Meninas de rua" apareceram e acompanharam os dois garotos que chegaram no final de uma história e pediram mais.
Quando eu ia embora da praça, encontrei com aquele grupo de jovens que havia aparecido. Eles me pediram mais uma história.
Sabe minha gente, fiquei tão emocionada naquela manhã; me senti tão grande de alegria, que mal pude entrar pela porta do ônibus que pego pra voltar pra casa...
Foi ótimo! Foi como sempre o é, quando a gente faz o que ama e ama o que faz (como diz minha amiga Mary).
Quatro ventos e muita sabedoria!!!
terça-feira, 24 de junho de 2008
VIVA SÃO JOÃO!!!

Assim surgiu a festa de São João:
Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:
- Como poderei saber do nascimento do garoto?
Santa Isabel cumpriu a promessa.
Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…
E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.
Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.
A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.
No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.
Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:
- João!
Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.
Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…
São João estando deitado no colo de sua mãe que o embalava, pergunta quando é o seu dia. Santa Isabel manda que ele durma. E São João dormiu na sua noite querida, porque, se estivesse acordado desceria à terra e tão alegre ficaria que todo o mundo seria destruído pelo fogo.
Contam outros que se São João estivesse acordado durante a festa que lhe é tão ruidosamente dedicada, e vendo o clarão das fogueiras acesas em seu louvor, não resistiria o desejo de descer do céu para acompanhar os festejos, e o mundo acabaria pelo fogo.
As cantigas oriundas das lendas de São João têm um encanto e um fascínio comovedor:
Se São João soubesse
Quando era o seu dia
Descia do céu à terra
Com prazer e alegria
Minha mãe quando é meu dia?
– Meu filho, já se passou!
– Numa festa tão bonita
Minha mãe não me acordou?
Acorda João!
Acorda João!
João está dormindo
Não acorda, não!
(EDISIA, Maria. O São João e suas lendas. In São João na Bahia)
Visitem: http://www.jangadabrasil.com.br/
Contação de Histórias na Praça Getúlio Vargas - 21/06/08 - Botando a palavra pra andar, no 1º DIA DO INVERNO!!!
Foi muito gostoso ver a cara de espanto do Fernando, com a história de encantamento e de ter o Felipe fazendo as vozes dos personagens comigo.O Seu Carlos trouxe a resposta imediata a minha pergunta:
_Adivinha quem faltava?
_ O amarelo!
Esse primeiro dia de inverno, trouxe com seu vento pessoas muito bacanas pra praça e levou com ele meus céus de outono...MARAVILHOSOS!!! Logo que saímos da praça desabou a chover e o céu ficou cinza.Bom, tem jeito não...o frio chegou e trouxe a amiga chuva...tomara que no sábado que vem eles nos dêem uma trégua!
Inté.
sábado, 21 de junho de 2008
O amor de Aparecida, a moça do 1º andar, que transformou uma fera em um docinho...
Quando me mudei pra o apartamento que moro agora, há uns 02 anos, tinha um cachorro muito temido por todas as pessoas que passavam aqui pela rua do prédio...ele tem os pêlos bem pretos e brilhantes.
Avançava em qualquer gente e em outro animal então, nem se fala.
Vive, de favor, em uma casa que está para alugar/vender e não tem dono.
Era tão brabo, que ninguém triscava com ele não!
As gentes todas da redondeza, passavam longe e ficavam assim, olhando em volta, pra ver se o cachorro não estava por lá, escondido. Dava medo, mesmo.
Eis que, de um tempo pra cá, o bendito do cachorro já não late, nem pra carro. Fica quietinho em sua casinha, quando a gente passa em frente a casa em que está hospedado. Quando muito, encontramos com ele dando umas voltas pela rua, sem incomodar pessoa alguma.
Pronto! Minha curiosidade piscou, que nem a luzinha do Ultraman (só vai se lembrar disso, quem tiver na beirada dos 40...). Quis logo saber o que havia acontecido.
Foi quando num dia, voltando da praça, vi uma moça botando comida pro cachorro e o chamando de Negão. O animal dava uns pulos de felicidade. E se engana quem pensa que ele fazia festa só por conta da comida. Ele tava era bem feliz em ver a tal moça!
Dias se passaram e eu os via, vez em quando: ela chamando o cachorro pelo nome, lá da esquina:
_Negão!
E o cachorro vindo, feito corisco, pulando em cima dela, rolando no chão e se esticando todinho...
Entendi tudo.
Foi o danado do amor. Foi o danado do carinho. A fera que virou um docinho...
Fiquei encantada em pensar como esse sentimento, pode provocar transformações. Tá bom, clichê pra caramba, né? Pois sim, o fato é que é tudo verdade minha gente! Não dá pra escapar dele, se for de verdade.
E pensei também que tinha que escrever sobre o amor.
Passei outro dia na casa de aluguel do Negão e vi a moça do 1º andar, agachada, limpando embaixo da casinha dele...é bom viver em lugar limpo, certo?
Imediatamente ao chegar no prédio, perguntei ao porteiro o nome da moça do 1º andar: "aquela que cuida do Negão".
_Aparecida, do 14.
Subi e, depois de um tempo, tocou o interfone e era a Aparecida, querendo saber o que eu queria com ela. Eu a parabenizei pela atitude.
Ela me disse que vai levar o Negão pro interior, em uma casa que ela tem. Lá o caseiro vai cuidar bem dele - já cuida de outro. É que vão alugar/comprar a casa e o Negão não terá lugar pra morar. Outro noite, o moço que guarda o carro lá deixou o portão aberto e o cachorro ficou do lado de fora, desesperado, querendo entrar. Passou gente na rua e mexeu com ele. Ele ficou bravo.
A Aparecida ficou preocupada, pensando que alguém poderia fazer mal pro Negão. Sucedeu que ela saiu, à meia-noite (isso mesmo, meia-noite!!!) pra botar o cachorro pra dentro da casa.
Eu, que já achava que ela deve ser protegida pelos santos que protegem os cachorros, tive certeza disso: voltou, sã e salva.
Quando penso que acabou por aí, voltando pra casa dia desses, vejo a moça Aparecida-do-1º-andar chorando, na casa do Negão com um cachorro novo e branquinho no colo - enquanto isso, o Negão pulava de felicidade e cheirava o cachorro branco. E ela dizia:
_Calma filho, a gente tem que ajudar este menino! (filho, era o Negão - menino, era o cachorro branco). Fiquei ultrapassada e perguntei pra ela - meio com medo da resposta - o que acontecia.
Ela me contou que achou o pobre do cachorrinho jogado na rua, tremendo. Não sabíamos se o cachorro tremia de frio ou de medo, tadinho.
Sei que a Aparecida tem outra criatura pra cuidar. Sei que esta criatura será muito bem cuidada. terá muito amor e muito carinho. Ah! Comida e também casa limpinha...
Parabéns Aparecida! Eu acredito nesse amor, que transforma. Até porque eu, que não ia muito com a cara dos cachorros, tô olhando os bichinhos com outros olhos... Desejo, que esses santos que protegem os cachorros possam lhe proteger sempre mais!!!
Com muito amor.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Tradição oral
Depois de um papo com o Alexandre Vilas Boas e o Claudemir Lara, meus amigos-artistas aqui de Guarulhos, resolvi contar procês a experiência de ontem - bem bacana! - com o grupo de jovens do POJ (Programa Oportunidade ao Jovem), do qual sou Arte-educadora:
Foram dois de cada vez, mostrar pra turma da roda com seu corpo, o que era essa tal de sabedoria. Foi lindo de se ver!!! Vale ressaltar que, em geral, os gestos saíam do plexo solar, bem no meio do peito!
Depois cada um falou o que pensava sobre esta palavra:
“_Sabedoria a gente tem com a vida, depois que a gente fica velho”
“_Sabedoria é ser humilde e reconhecer nossos erros"
"_Sabedoria é o conhecimento que a gente tem dentro da gente e a gente passa pras outras pessoas"
"_Sabedoria é ter paciência e querer aprender"
"_Sabedoria é a inteligência que a pessoa tem"
Depois puxaram da memória, outra atividade que tínhamos realizado, na qual todo mundo trouxe o nome de uma pessoa, de sua convivência que, para eles, são pessoas que têm os saberes latentes e constantes em suas vidas.
Voltamos a juntar mão com mão numa roda e cirandamos mais um tanto. Desta vez, eles dançaram ciranda com vontade, brincando e rindo muito. Marcamos com os pés as batidas fortes da canção e, disseram, sentiram-se indígenas.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
A oração de Rubem Alves pela natureza
Minha amiga, Miriam Palma, enviou esta oração do Rubem Alves. Penso que é preciso compartilhar...
A mais bela oração pela natureza
Ó Deus, nós te damos graças por este universo, nosso lar; pela sua vastidão e riqueza,
pela exuberância da vida que o enche e da qual somos parte.
Nós te louvamos pela abóbada celeste e pelos ventos, grávidos de bênçãos,
pelas nuvens que navegam e as constelações, lá no alto.
Nós te louvamos pelos oceanos, pelas correntes frescas,
pelas montanhas que não se acabam, pelas árvores, pelo capim sob os nossos pés.
Nós te louvamos pelos nossos sentidos: poder ver o esplendor da manhã,
ouvir as canções dos namorados, sentir o hálito bom das flores da primavera.
Dá-nos, rogamos-te, um coração aberto a toda esta alegria e a toda esta beleza,
e livra as nossas almas da cegueira que vem da preocupação com as coisas da vida e das sombras das paixões, a ponto de passar sem ver e sem ouvir até mesmo quando a sarça,
ao lado do caminho, se incendeia com a glória de Deus.
Alarga em nós o senso de comunhão com todas as coisas vivas, nossas irmãs,
a quem deste esta terra por lar, juntamente conosco.
Lembramo-nos, com vergonha, de que no passado aproveitamos do nosso maior
domínio e dele fizemos uso com crueldade sem limites, tanto assim que a voz da terra,
que deveria ter subido a ti numa canção, tornou-se um gemido de dor.
Que aprendamos que as coisas vivas não vivem só para nós; que elas vivem para
si mesmas e para ti, que elas amam a doçura da vida tanto quanto nós, e te servem,
no seu lugar, melhor que nós no nosso.
Quando chegar o nosso fim, e não mais pudermos fazer uso deste mundo, e tivermos
de dar nosso lugar a outros, que não deixemos coisa alguma destruída pela
nossa ambição ou deformada pela nossa ignorância.
Mas que passemos adiante nossa herança comum mais bela e mais doce, sem
que lhe tenha sido tirado nada da sua fertilidade e alegria, e assim nossos corpos
possam retornar em paz para o ventre da grande mãe que os nutriu e os nossos
espíritos possam gozar da vida perfeita em ti.
Rubem Alves
(Do livro Orações por um mundo melhor, PAULUS, 1997.)
http://www.rubemalves.com.br/amaisbelaoracaopelanatureza.htm











