quinta-feira, 28 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Botando a palavra pra andar!!! Contação de histórias no Parque Casa do Atleta - Guarulhos /SP
Como tive compromisso com outros trabalhos no sábado, fui contar histórias no Parque - que todos no bairro chamam de "bosquinho", no domingo.
Lembrem-se: tenho que contar com a gentileza de alguém por perto e com a compreensão de vocês, para o registro das fotos...
As crianças me encontraram na sexta-feira, pelas ruas do bairro e perguntaram se haveria história no sábado. Eu disse que seria no domingo, e elas apareceram...
Coisa mais gostosa, contar e escutar histórias numa tarde maravilhosa de domingo... A Beatriz, minha amiguinha-vizinha-que-adora-escutar-histórias, também esteve conosco!!!
Logo depois que as histórias voaram pro mundo, as crianças correram pro parquinho. Eu, saí de lá cheia de alegria e com minha alma alimentada...Tenho certeza que nossa semana será maravilhosa!!!
Valeu, criançaaaaaaaaaaas!!!!
Contação em Sampa - pelo Sistema Municipal de Bibliotecas da Prefeitura de São Paulo
16/04/11 - sábado - Biblioteca Arnaldo Magalhães Giácomo
Tive a grata surpresa de contar histórias para crianças de 3 a 5 anos, no último sábado. A Odailza, que trabalha na biblioteca ajeitou tudinho pra que nosso encontro fosse muito agradável.
Estou sem uma máquina fotográfica decente e as últimas fotos que ando postando foram feitas por um celular nada mega, ultra, plus...O que vale é registrar o momento... É assim que penso, ao postá-las por aqui.
Quero muito compartilhar com vocês os momentos tão intensos que vivo, neste caminho que escolhi...contar histórias!!!
Vejam se vocês resitiriam aos encantos dessas crianças...
Ficou como sempre deveria ser...muito aconchegante...pertinho...gostoso!!!
Inté.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Botando a palavra pra andar!
09/04/11 - Contação de histórias no Parque Casa do Atleta (parque público) em Guarulhos.
Cheguei antes das 10h. O lugar que eu gosto de ficar - praticamente uma clareira - estava ocupado por duas mulheres que praticavam taichi...Que bom! Gente que cuida integralmente da saúde...
Dei uma volta pelo parque e fui convidando as pessoas pelo caminho. Eu parecia até uma versão da chapeuzinho vermelho - mais madura... Vestia marrom... Com uma cesta cheinha de tecidos mágicos, pra gente cobrir o chão e nos sentarmos pras histórias.
Eis que surgem meus cavaleiros, meus guardiões encantados, meninos que me acompanharam até o lugar querido, percebendo que agora ele estava vazio... E não só isso... Ao chegarmos lá, os meninos -encantados forraram o chão com os tecidos mágicos coloridos, que nos sustentaram durante todo o encontro! Não são fofos esses meninos?
Logo em seguida outras pessoas - crianças e adultos-crianças - se juntaram à nós e as histórias chegaram...
As pessoas gostam de escutar histórias...e de contar também...Então, por que é que as pessoas não param pra escutar, pra contar...
Lá no parque Casa do Atleta, no bairro do Gopouva, em Guarulhos, todos os sábados nos encontramos pra compartilhar as histórias que andam/voam pelo mundo... Guardiã das histórias, essa é minha tarefa.
Muito agradecida, a todas as pessoas que estiveram comigo, nesta manhã de sábado...Foi delicioso!!!
Apareçam, quando quiserem...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Contando histórias nos parques de São Paulo - 03/04/2011
Bosque da Leitura - Parque da Luz
Domingo foi um dia chuvoso.
Quando chegamos no Parque, tinha um chuvisco...
Os poucos que éramos, ficamos debaixo da cobertura do Bosque da Leitura...
Contei histórias com as aventuras de Pedro Malasartes...
Personagem do folclore mundial...
Não é malvado, não...
Ele usa sua esperteza, sobre quem quer se dar bem em cima dele...
Todas as pessoas indentificam-se com o Pedro...
Uma espécie de justiceiro, penso eu...
Esse aí embaixo foi o amigo que me ajudou a segurar o chapéu, com o passarinho...
Coisas de Pedro Malasartes...
Muito agradecida à quem esteve comigo por lá...Foi bom demais!!!
Que as histórias possam ser levadas pra todo canto...pelos passarinhos, pelas pessoas narradoras, pelo vento...
Inté.
fotos: Cláudio Donato
Iniciaremos hoje, um novo grupo da "Oficina de Marias", que oriento desde 2002. Desde então, são centenas de mulheres protagonizando as histórias trazidas aos grupos, de forma afetiva, por meio da Arte Integrativa.
Este será um grupo especial, formado a partir da experiência de uma ex-participante, que reuniu mulheres (inclusive sua mãe) que já viveram bastante e têm muito mais a viver! São mães, avós e bisavós que estarão conosco - neste clã de mulheres sábias, para compartilhar experiências e trazer à tona o sumo de nossas raízes...
Mulheres querem estar com outras mulheres...
Mulheres querem falar sobre mulheres...
Mulheres querem escutar outras mulheres...
Mulheres querem ser escutadas...
Mulheres cantam com outras mulheres...
Mulheres dançam com outras mulheres...
Mulheres se alimentam com outras mulheres!!!
Bem-vindas sejamos, todas nós!!!
Local: Casa da Vilma, Guarulhos/SP
sábado, 5 de março de 2011
O dia de todos os pássaros
Tudo tão claro que me doem os olhos da imaginação.
Lembrança de algo que não conheço, duma Maria Exita que no “(...)ingrato serviço, de todos o pior: o de quebrar, à mão, o polvilho, nas lajes”, encanta a gente... “moça feita em cachoeira”, “sozinha de se sufocar”.
E a gente, que anda meio Sionésio, em folga e espírito pra reparar na transformação... Sente um impulso interno, quente e forte, que nos bóta a arriscar...
“Substancia
(...) A alumiada surpresa.
Alvava.
Assim; mas era também o exato, grande, o repentino amor - o acima. Sionésio olhou mais, sem fechar o rosto, aplicou o coração, abriu bem os olhos. Sorriu para trás.
Maria Exita. Socorria-a a linda claridade. Ela -ela! Ele veio para junto. Estendeu também as mãos para o polvilho - solar e estranho: o ato de quebrá-lo era gostoso, parecia um brinquedo de menino. Todos o vissem, nisso, ninguém na dúvida. E seu coração se levantou.
- "Você, Maria, quererá, a gente, nós dois, nunca precisar de se separar? Você, comigo, vem e vai?" Disse, e viu. O polvilho, coisa sem fim. Ela tinha respondido:
- "Vou, demais". Desatou um sorriso. Ele nem viu. Estavam lado a lado, olhavam para a frente. Nem viam a sombra da Nhatiaga, que quieta e calada, lá, no espaço do dia.
Sionésio e Maria Exita - a meios-olhos, perante o refulgir, o todo branco. Acontecia o não-fato, o não-tempo, silêncio em sua imaginação. Só o um-e-outra, um emsijuntos, o viver em ponto sem parar, coraçãomente: pensamento, pensamor. Alvor.
Avançavam, parados, dentro da luz, como se fosse no dia de Todos os Pássaros.(...)” *
* Texto "Substancia" que está em "Primeiras Estórias" de João Guimarães Rosa.
A foto é de Luciano Coca/AE e retrata a produção de polvilho no município de Conceição dos Ouros, sul de Minas Gerais: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,conceicao-dos-ouros-quer-certificar-polvilho,417437,0.htm
quinta-feira, 3 de março de 2011
Aprendendo a voar... De outro jeito...
Dia desses eu estava em um ponto de ônibus aqui da cidade, aguardando o "Armênia".
Eis que chega uma mulher com um bebê no colo, acompanhada de uma menina de pouco mais de 10 anos que caminhava de cabeça baixa, sem olhar para os lados. Só olhava para o tênis branco com os cadarços bem coloridos, que ostentava dando grandes passadas à sua frente.
Minha primeira impressão, ao olhar uma mulher com um bebê no colo, é sempre de admiração e carinho. Logo mais eu já não pensava assim...
Minha primeira pista para transformar a impressão anterior, foi a de ver que a mulher havia deixado cair no chão, sem perceber, o pano destinado ao bebê (aquele para limpar a boca da criança e coisa e tal...). Pois bem, foi uma moça que vinha lá atrás que percebeu a perda, recolheu o paninho da calçada, bem próximo ao fio de água de esgoto e o levou até a mulher, que o devolveu pra perto da boca da criança (nem deu aquela chacoalhadinha, pra disfarçar!).Ops!
A segunda pista, foi mais como uma bigorna, me despertando dos meus sonhos de admiração e carinho...sentada ao lado da mulher, a menina desamarrava os cadarços coloridos do seu tênis branco, próprio do costume de meninas e meninos de sua idade. A mãe (foi aí que descobri que a mulher era mãe da menina), gritando como quem falasse com alguém beeeeem distante de si, perguntava pra menina o que é que ela estava fazendo; se ela sabia como estava ridícula com aquele cadarço desamarrado; que ela seria chamada de horrorosa pelos amigos da escola, porque ela estava horrorosa; que ela estava parecendo uma palhaça - e se ela sabia como era uma palhaça (quase interferi aqui, dizendo: _Sim, sim, eu sei! Tá linda!). Por fim, a mãe - dada a imobilidade da filha, que não amarrou o cadarço como ela mandava - retirou os cadarços do tênis da menina, de forma agressiva enquanto gritava que se ela queria ser feia e ridícula, a mãe a ajudaria!
Enquanto tudo isso acontecia, eu e a menina nos olhávamos por cima do ombro da mãe, sem que esta percebesse. Eu fazia caras e bocas do tipo "Não liga não, tá tudo certo!", "Fica firme, escuta a boca dela se mexendo e não registra nada...vai passar..." e ela fazia cara de que lá de dentro da casca em que morava, me entendia. Ela só recolheu os cadarços e olhou pra mim.
O ônibus que eu esperava chegou e, antes que eu subisse nele, olhei pra mulher com uma cara de poucos amigos e pra menina, disse assim:
"_Cê é linda, viu?"
Espero que ela não tenha visto somente minha boca se mexendo... Enquanto olhava no fundo dos meus olhos.
Na hora, lembrei-me da história "Uma ponte entre dois reinos", da incrível Marina Colasanti. É uma narrativa de Marina sobre moça que tece uma ponte com seus cabelos - mesmo a mãe tendo feito de tudo pra que isso não acontecesse - e sobre ela atravessa rumo à maturidade. Pra essa menina do ponto de ônibus, eu gostaria de contar esta história bem baixinho, com ela recostada numa almofada, bem relaxada... Quem sabe...
Inté.
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